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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

SER CHIQUE É....


HÁ MUITO, muito tempo, bacana era ser nobre; começava pela rainha, depois vinham as duquesas, condessas, marquesas etc. O tempo passou, cabeças foram cortadas, e os novos ricos foram os herdeiros, digamos assim, do que era a elite da época.

O tempo continuou passando; vieram os grandes industriais, os empresários, os donos de
supermercado, os bicheiros, os marqueteiros, a indústria da moda, até mesmo os políticos, houve os yuppies e surgiu uma curiosa casta nova: a das celebridades. Desse grupo fazem parte atores de televisão, personagens da vida artística, jogadores de futebol, pagodeiros, sertanejos etc., e começaram a pipocar dezenas de revistas cujo objetivo é mostrar a intimidade dessas celebridades, contando os detalhes da vida (ou morte) de princesa Diana, Madonna ou Michael Jackson.

Quanto mais íntimos e escabrosos, melhor. Nesse admirável mundo novo, a moda tem uma enorme importância, e nesse quesito o que conta -mais que a elegância e o bom gosto- é saber de que grife é cada peça que está sendo usada; quanto custou cada uma todos sabem, já que são tão cultos. Um pequeno detalhe: quando duas celebridades se encontram, mesmo que nunca tenham se visto, se cumprimentam efusivamente.

Antes, muito antes, era diferente: um nobre, mesmo pobre, era respeitado por suas origens, pelo que teria sido feito por algum de seus antepassados. Mais tarde, os homens de negócios eram admirados por sua inteligência, sua capacidade em construir alguma coisa importante na vida.

Agora as pessoas são definidas por símbolos, a saber: onde moram, a marca do sapato, da saia, da jaqueta, da bolsa, do relógio, do carro, se têm ou não Blackberry, para onde costumam viajar, em que hotéis se hospedam, a marca de suas malas, que restaurantes frequentam, aqui e quando viajam. Ninguém tem coragem de arriscar férias em um lugar novo, um restaurante que não é famoso, usar uma bolsa sem uma grife facilmente identificável.

Mas quem responder de maneira certa às tais indagações poderá, talvez, ser aceito na turma das celebridades. Acordei hoje falando muito do passado; acontece, vou continuar. Houve um tempo em que mulheres do maior bom gosto apareciam com uma bonita saia e uma amiga dizia "que linda, onde você comprou?".

Hoje, isso não existe mais, porque as pessoas -aquelas- não usarão jamais uma única peça de roupa que não seja grifada. Outro dia fui a um jantar em que havia umas 40 pessoas, sendo 20 mulheres. Dessas 20, dez usavam sapatos Louboutin, aquele que tem a sola vermelha. Preço do par, em São Paulo: R$ 10 mil. Estavam todas iguais, claro, mas o pior é ser avaliada e aceita pela cor da sola do sapato; demais, para minha cabeça.

O prazer -e o chique, a prova da capacidade de improvisar- era botar uma roupa bonita comprada em um mercado qualquer de Belém, Marrakech ou Istambul, e ser diferente. Hoje é preciso mostrar que folheou a revista que tem a informação do que está na moda e que tem dinheiro para comprar. E os jogadores de futebol e os pagodeiros, que não aprenderam o que é bonito na infância, porque eram pobres, nem na vida adulta, porque não deu tempo, olham as revistas, entram no Armani e fazem a festa, já que são também celebridades.

Não há mais lugar para a imaginação, a criatividade, para uma sacada de última hora, que faz com que uma determinada mulher seja a mais especial da noite. Eu não frequento este mundo, mas de vez em quando esbarro nele sem querer, e é difícil.

Um mundo de clichês; mas como tudo passa, estou esperando a hora de acordar e pensar que essa época não passou de um pesadelo.

danuza.leao@uol.com.br

sábado, 7 de agosto de 2010

UNHAS - Francesinha Invertida


Unhas meia lua ou francesinha invertida já tiveram a sua época de esplendor, o estilo pin up e reminiscências dos anos vinte voltaram várias vezes durante esses anos, a última vez que vimos este estilo de manicure foi nos oitenta, pois é, agora elas voltam com força total.

As chaves para conseguir este estilo vintage está em deixar a côncava da cutícula com uma cor mais pálida do que o resto superior da unha.


As cores costumam tender ao vermelho, mas nada impede que você use a sua imaginação neste critério, só tome cuidado para escolher cores escuras e fortes, já que são elas que darão um ar clássico às unhas, esta técnica corre o risco de ficar cafona com uma cor muito vibrante como as flúor, por exemplo. Mas você pode até usar cores clarinhas e naturais como o rosa com um branco, vai ficar bem discreto.

Primeiramente é preciso marcar com uma linha fina de esmalte todas as unhas, fazendo formato de meia-lua acompanhando o desenho natural. Muitas mulheres possuem este desenho mais marcado, assim fica mais fácil segui-lo. Caso sinta dificuldades ou queira mais praticidade para fazer a meia-lua, uma ótima dica é utilizar adesivos arredondados como molde.

Passe o esmalte apenas na parte das unhas acima da linha e em seguida acerte os excessos delicadamente com um palito e acetona. Para finalizar, aplique um esmalte extrabrilho.

A unha estilo meia-lua é muito fácil e rápido de fazer, só é preciso ter firmeza nas mãos para que os formatos meia-lua fiquem de tamanhos iguais e tomar muito cuidado para não borrar o espaço em branco. Aproveite que a moda está de volta e aposte nas unhas estilo retrô.
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